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Administradores.com - Inadimplência atinge 35% dos idosos brasileiros; saiba como evitar

Inadimplência entre idosos cresceu a um ritmo 3,5 vezes maior do que na população em geral e já atinge 9,6 milhões


É provável que você tenha, conheça ou seja uma pessoa acima dos 61 anos de idade com alguma conta em atraso. A inadimplência já atinge 35,5% dos idosos brasileiros, segundo dados da Serasa Experian referentes ao mês de junho de 2019. Para especialistas, o desemprego também impacta também os aposentados, uma vez que muitos usam o benefício previdenciário como arrimo financeiro da família.


No total, 63 milhões de pessoas — 40,6% da população adulta brasileira — acumulam dívidas em atraso; 9,6 milhões delas têm idade avançada. Apesar da maior parte dos inadimplentes ter entre 30 a 39 anos, os idosos formam o grupo onde o indicador cresceu a um ritmo mais acelerado. A análise da Serasa indica que a inadimplência na faixa etária acima dos 61 anos aumentou a uma taxa 3,5 vezes superior.


Para Camila Viana, superintendente do Grupo Cercred, esse aumento se justifica pelo auxílio financeiro prestado à família, mas há outras razões. "Em muitos casos, a inadimplência se dá por dois motivos principais: ajuda aos familiares desempregados e financiamento para terceiros", afirma.


O consignado, conta Viana, está na raiz de boa parte das situações de inadimplência. "Em muitos desses casos, o idoso recorre ao empréstimo consignado visando regularizar os débitos. O contato e a negociação com esse público são fáceis, não negam a dívida, mas não negociam na primeira tentativa", considera.


Graziela Fortunato, professora da Escola de Negócios da PUC-Rio e especialista em finanças, os idosos são atingidos pelo problema quando os familiares perdem seus empregos e têm dificuldade em sustentar suas famílias. "Como são aposentados e têm fonte de renda, os idosos recorrem a empréstimos consignados, que são mais baratos por serem automaticamente descontados da aposentadoria", podera.


"Além disso, ainda há casos em que idosos precisam de remédios contínuos, que muitas vezes são caros, e isso facilita que eles entrem para a lista de inadimplentes", conclui.


Hábitos de consumo e comportamento na terceira idade impactam estatísticas

A professora convidada da FGV e psicanalista, Rita Martins, faz uma análise complementar. "As pessoas que chegaram à terceira idade têm características de consumo bem definidas. São fiéis aos prestadores de serviço e varejistas. Ou seja, valorizam mais o atendimento, o relacional, do que a marca em si", aponta.


"Além disso, os idosos têm uma necessidade maior de afeto e se esforçam para agradar os outros. Esse esforço para agradar e se sentir útil é uma das causas do endividamento, que tende a ocorrer para ajudar algum membro da família".


Como evitar a inadimplência

Graziela Fortunado, por sua vez, ressalta que para evitar essas dívidas, é necessário ter um controle financeiro, e também, avaliar se é realmente a coisa certa a fazer.


"Muitas vezes é difícil dizer não, no entanto, será um membro na família endividado que pode ter problemas de inadimplência no futuro. Recorrer a empréstimos deveria ser a última alternativa, pois os juros, mesmo que na classificação de consignado (18% a 30% ao ano) são altos", explica.


Outra forma de manter as dívidas sob controle inclui ações como redução de supérfluos e mudança de hábito de consumo, "inclusive economizando nos gastos essenciais como energia elétrica e custos de telefonia", recomenda Fortunato.


Entretanto, caso a situação de endividamento persista, é necessário renegociar. "Primeito, tentar trocar uma dívida cara, ou seja, aquela com juros altos, por uma mais barata, com juros mais baixos. No caso do empréstimo consignado, os juros já são os mais baixos do mercado", ressalta a professora.


"Em seguida, deve-se tentar alongar o prazo da dívida, reduzindo o valor das prestações. Depois dessas medidas, o devedor precisa economizar ao máximo e pagar a dívida o mais rápido possível. Por fim, ele deve fugir de outras dívidas, pois elas têm um custo chamado juros; esse dinheiro não retorna ao bolso do consumidor", indica Graziela.


Fonte: https://administradores.com.br/noticias/inadimpl%C3%AAncia-atinge-35-dos-idosos-brasileiros-saiba-como-evitar

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